A entrega amorosa como resistência política dos afetos: Catulo exuzado em Bebedouro

escamandro

Ainda que o gênero elegíaco exista pelo menos desde o século VII a.C. na Grécia arcaica e tenha se tornado popular graças a poetas como Sólon, Tirteu e Mimnermo, por exemplo, aquilo que veio a se desenvolver em Roma, durante o Período Augustano, estabeleceu-se como um modo muito particular desse gênero, chegando quase a ser considerado um gênero à parte devido à sua peculiaridade. A Elegia Erótica Romana, portanto, gênero sem precedente ou paralelo exato na antiguidade, desenvolveu-se na segunda metade do último século antes de nossa era e parece ter se diluído com a mesma velocidade que surgiu.

Composto em dísticos elegíacos, isto é, um hexâmetro dactílico seguido de um pentâmetro dactílico, muito provavelmente para ser acompanhado por uma espécie de flauta (provavelmente o aulos), essa forma poética, que originalmente tinha seus temas bastante variados, como o amor, a guerra, a sapiência etc, tem suas origens um tanto…

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